quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Câmaras socialistas mais amigas
quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Casamentos e referendos...
Na próxima sexta-feira a AR discute os projectos apresentados pelos partidos políticos sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo. Para além dos projectos estará também em discussão uma petição de 90 mil assinaturas que pede a realização de um referendo sobre esta matéria.Os responsáveis por esta petição têm, nos últimos dias, andado muito activos na divulgação da mesma, como forma de pressão sobre os órgãos de decisão, nomeadamente, o Parlamento. No entanto, esta forma de pressão está já a entrar no campo da desinformação, como forma de confundir e lançar a dúvida sobre os cidadãos. Esta estratégia é normal e já foi usada aquando da discussão da interrupção voluntária da gravidez.
Quanto a este tema a minha opinião é muito clara. Sou defensor de um país moderno, um país onde cada cidadão seja livre de fazer as suas escolhas pessoais de vida, sem com isso ser prejudicado nos seus direitos fundamentais enquanto cidadão. Sou favorável a um país que transmita aos seus cidadãos os valores da igualdade e que dê as mesmas oportunidades àqueles que, por vontade própria, sem com isso atentarem contra a integridade dos outros, tenham decidido ter uma escolha diferente da maioria. Portanto, não há dúvida quanto à minha posição favorável ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Os projectos do BE e do partido ecologista “Os Verdes” propõem ainda que seja permitida a adopção por parte destes casais. Pelas mesmas razões que apontei anteriormente, também sobre esta matéria tenho uma posição favorável.
Quanto à petição com 90 mil assinaturas que pede a realização de um referendo sou totalmente contra. Essa foi também a minha posição quanto à realização do referendo da IVG. Sou da opinião que os direitos individuais dos cidadãos não são referendados. E aqui, embora discordando com a linha geral com que fez este comentário, concordo com aquela que é a opinião do Presidente da República. O país não está em condições de discutir este tema. Há prioridades. Portanto, esta matéria deve ser discutida no Parlamento e resolvida por aqueles a quem, com o poder do nosso voto, legitimámos para legislar.
E quanto à petição começa-se a ouvir as vozes que dizem que se está a rejeitar a vontade de 90 mil cidadãos. É bom aqui relembrar que também em 2003 foi rejeitada a vontade de 120 mil cidadãos que pediam à AR que acabasse com a penalização da IVG. E curioso é, que nessa altura, uma das principais responsáveis pela petição que defende agora o referendo sobre o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, tenha, enquanto deputada do PSD, votado contra e rejeitado a vontade de 120 mil cidadãos.
terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
Bruno Almeida é o novo Presidente da Assembleia Metropolitana do Porto

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
E depois quem paga...
2. Evidentemente, este exercício de ocultação também é possível por continuar a haver quem pense que as dívidas do município são uma coisa irrelevante para os munícipes e que o importante é que haja obra, mesmo que com desperdícios evidentes… Ora, é bom que se sublinhe que as dívidas acumuladas estão já a ser pagas (e de que maneira!) por todos nós: com efeito, é bom dizer que o serviço da dívida chega, neste Orçamento, praticamente aos 10% de todas as Despesas da autarquia. Se considerarmos a tradicional sobreorçamentação da autarquia maiata, isto significa que o valor real do serviço da dívida será ainda mais elevado. Estamos pois todos já a pagar anualmente os desmandos da direita no poder…
4. Mas, para além de gastador, a CMM abusa da gestão eleitoralista do Orçamento. Assim, passado o ano eleitoral, verifica-se uma redução acentuada dos investimentos previstos, com descidas significativas nos valores nas rubricas “aquisição de bens de capital” (45.168.800€ para 39.553.520€, com uma descida de 12,43%) e “transferências de capital” (7.321.000€ para 6.010.700€, com uma queda de 17,9%). Estamos perante irresponsáveis oscilações eleitoralistas do investimento autárquico, com consequências nefastas sobre o tecido económico local.
[Artigo de opinião publicado no semanário Primeira Mão]
quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009
A mártir do ano: a iraniana Neda Soltani
A jovem iraniana Neda Soltani foi morta a tiro, em Junho deste ano, pela ditadura teocrática, durante as manifestações contra a fraude eleitoral. Por ter sido filmada, esta morte tornou-se um símbolo trágico de uma luta corajosa do povo iraniano que está a mostrar na rua a vontade de democratização do regime.O fim da crise?
O ano de 2009 registou ainda o maior ganho, da praça lisboeta, em 12 anos, tendo a bolsa portuguesa "oferecido" ganhos aos investidores de 33,5% .
As empresas do universo Sonae foram as que mais se destacaram neste ano de 2009, apresentando ganhos superiores a 90%.
Pode ler mais aqui e aqui.
Desempenhos das cotadas do PSI 20 em 2009
Sonae - 99,08%
Sonaecom - 92,24%
Altri - 90,69%
Cimpor - 84,74%
Jerónimo Martins - 75,94%
Teixeira Duarte - 74,92%
Sonae Indústria - 68,85%
Galp - 68,25%
Mota-Engil - 67,57%
Portugal Telecom - 40,36%
Brisa - 34,18%
EDP Renováveis - 32,52%
Portucel - 27,76%
Semapa - 21,23%
BPI - 21,14%
Zon - 16,93%
EDP - 15,32%
BES - 8,30%
REN - 5,82%
BCP - 3,68%
Fonte: Bloomberg (Diário Económico)
Programa televisivo do ano
Há quem diga que terá ajudado José Sócrates na sua eleição, mas o que ajudou, certamente, foi há recuperação de audiências por parte da televisão de Carnaxide.
Um programa que conseguiu colocar os portugueses, mesmo que de uma forma humorística, a olhar para a política nacional.
Penso que é justo este reconhecimento ao trabalho aplaudido por todos de Ricardo Araújo Pereira e a sua equipa dos Gatos Fedorentos em "Esmiúça os sufrágios". Sem dúvida, marcaram o ano de 2009 e continuarão a marcar o humor em Portugal.
Figuras nacionais do ano 2009

Respondendo ao repto do Marco Martins, eis aquelas que considero serem as figuras nacionais do ano 2009. Desejo educativo para 2010
Este é um dia propício aos pedidos de desejos para o futuro ano. Não sendo excepção vou aqui formular um desejo para o ano de 2010. Um desejo educativo, um desejo para o bem do nosso país e do seu futuro.Que em 2010 os professores (ou melhor os sindicatos dos professores) percebam que também eles têm que fazer um esforço para o bem da educação deste país.
Depois do que ontem assisti após a suposta "ronda" negocial entre o Ministério e os Sindicatos dos Professores só me resta mesmo a formulação deste desejo. E digo suposta negociação porque não me parece que os sindicatos estejam (como quase sempre) dispostos a negociar... estão sim dispostos a impor.
Figuras nacionais
Mas, fico à espera do veredicto final do Luís Rothes.
Figura desportiva do ano
Confesso que também aqui tive alguma dificuldade na escolha. Num ano marcado pela ausência de grandes provas desportivas acabei por ficar indeciso nesta atribuição. No entanto, deixando-me levar pelo mediatismo futebolístico a minha escolha vai para aquele que ajudou o Barcelona a ganhar tudo o que havia para ganhar em 2009. Portanto, a escolha vai para Lionel Messi.Figura política do ano
No seguimento daquilo que fiz no ano passado vou aqui escolher aquela que foi para mim a figura política do ano. Depois de ter recordado alguns acontecimentos de 2009, reconheço aqui a dificuldade em destacar uma individualidade.quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Sócrates: mais uma cabala desmascarada!
segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
Hoje há sessão da Assembleia de Freguesia de Gondim
1. Leitura e aprovação da acta da última reunião;
2. Período antes da ordem do dia;
3. Informação do Sr. Presidente da Junta de Freguesia sobre as actividades da Junta de Freguesia;
4. Apreciação e votação do Regimento da Assembleia de Freguesia de Gondim;
5. Apreciação e votação das Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2010;
6. Apreciação e votação da Tabela de Taxas da Junta de Freguesia de Gondim;
7. Período depois da ordem do dia.
quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Assembleia Municipal reúne hoje
A Assembleia Municipal da Maia reúne hoje às 21h30, no Salão D. Manuel I, no Edifício dos Paços do Concelho.Da ordem de trabalhos, que pode ser consultada aqui, faz parte a aprovação do orçamento e dos documentos previsionais para o ano de 2010.
Esta é a 5.ª Sessão Ordinária da Assembleia, sendo a mesma pública.
terça-feira, 22 de Dezembro de 2009
Quer ver como gosta de ópera?
Zangam-se as comadres 2 ...
Encontrei esta ilustração do ditado popular neste sítio, a fazer lembrar outras pegas cá no centro do burgo...Sugestão de leitura: Porto. O Livro do Natal
Memórias do Natal!
Sou confessadamente adepto do consumismo na época de Natal. Gosto do sentimento de Paz e Solidariedade e deixo-me levar na onda das compras atraído pelas luzes, cores, sons e sabores de Natal...Gosto de dar prendas mais do que de receber embora também seja agradável principalmente quando se recebe algo de que se gosta e de quem se gosta...Desses basta um sorriso, um abraço ou um beijo.
Na crise em que vivemos, com tantos lares necessitados pela falta de emprego, quase parece blasfémia associar o Natal a prendas e abundância...Será até pecado pensá-lo!
No tempo da minha infância, na minha rua, um meio pobre da cidade do Porto, encravada entre as Fontainhas, S.Lázaro e S.Victor, paredes meias com a Biblioteca Pública Municipal e a Escola Superior de Belas Artes, as crianças pobres não tinham brinquedos. Os trabalhadores não recebiam subsídios, de férias ou de Natal...e algum acréscimo eventual nos rendimentos era aplicado na compra de vestuário e calçado; lembro que no Natal sempre estreava uma camisola ou botas de pneu – untadas com gordura para impermabillizar...- e roupa interior, camisolas de algodão ou lã que os Invernos eram frios e chuvosos. Lembro as idas com minha mãe a Mouzinho da Silveira e à Rua das Flores comprar roupa e a Fernandes Tomás, à Sapataria Porto onde até se comprava o calçado a prestações, com pagamentos marcados nuns cartões cujos números, se premiados, dispensavam o resto do pagamento...
Brinquedos, “nickles”...Só o Arnaldo, filho do Snr. Arnaldo alfaiate com estabelecimento na Praça dos Poveiros. Lembro que um qualquer Natal o Arnaldo recebeu um avião de “fulheta”, talvez de corda..Um avião que não levantava voo, andava como um automóvel! Nem sequer andava a pilhas e muito menos era telecomandado mas na sua imponência enchia-nos os olhos e o coração pois em minha casa, brinquedos só os os herdados duns primos mais endinheirados, talvez uma camioneta de madeira já usada e comprada nas barraquinhas do último S.João das Fontainhas.
Voltando ao Arnaldo, o alfaiate – que o filho ainda hoje abraço quando encontro e a quem no Natal envio sempre os desejos de Boas Festas, via SMS - lembro que vestia os meus irmãos mais velhos (somos cinco, eu o mais novo) a quem ajudava na escolha das fazendas e...facilitava o pagamento! Fatos que depois eu herdava...os fatos eram usados e depois “virados” e ajustados à minha medida...trabalho que então já náo era feito pelo Snr. Arnaldo mas sim um Snr. Jerónimo, também alfaite mas mais modesto, trabalhava em casa, tal como a Emília “calceira” (fazia calças...). Pois é, é que no tempo em que iniciei o liceu, no Alexandre Herculano, ia para as aulas de fatinho...e gravata!
Quanto ao Natal: pois lá em casa, se faltavam prendas não faltavam outras coisas que no resto ano eram menos vistas e comidas. A minha mãe fazia como nunca mais ninguèm fez as rabanadas, a aletria (durinha, de partir à faca...) as filhozes, os docinhos de cenoura, o leite creme. Delicioso creme feito numa panela de esmalte que eu depois rapava ainda quente com colher de pau...Uau!que sabor!...Parece que ainda o sinto. Depois não faltava o bom bacalhau cozido com batatas e couve e cebolas – o bolo rei da Confeitaria Costa Moreira, vinho do Porto Borges e queijo, muito queijo da serra que um tio meu sempre arranjava lá pela baixa, nas mercearias da zona do Bolhao, como os pinhões, as avelãs e as nozes, as uvas passas e outros frutos secos e cristalizados....que no resto do ano...nem vê-los! Era rara uma garrafa de espumoso, bebia-se mais vinho do Porto...o que havia, claro, nada de “vintages”....
A noite de consoada era uma alegria em minha casa. Cantava-se (lá em cima está o tiro-liro-liro, cá em baixo o tiro-liro-ló...) até tarde, jogava-se o loto e o rapa e os vizinhos mais solitários acabavam por nos encher a casa. E era esse calor humano, de verdadeira amizade e solidariedade que nos aquecia e animava.
Claro que deixavamos os sapatinhos no fogão...e no outro dias lá estavam as ditas cujas camisolas!...Com o tempo, os meus irmãos mais velhos começaram a trabalhar e a comprar umas prenditas...para eles...às vezes davam-me livros porque sempre gostei de ler.
No dia de Natal não faltava o galo, comprado no mercado do Bolhão...e o farrapo-velho feito com o que sobrava do bacalhau, batatas e couves, sempre muito bem condimentado com alho...Bem bom!
Ficou-me dessa época o gosto pelo Natal, o gosto da partilha. E à minha maneira tento que os que me rodeiam sintam este calor que só a solidariedade é capaz de transmitir. Mas “distraio-me” e deixo que a solidariedade me dê cabo da bolsa...e da conta bancária...Que assim seja!
E que todos possam gozar de alguma alegria e bem-estar. No Natal mas não só.
Bom Natal. Boas Festas.
domingo, 20 de Dezembro de 2009
O Princípio do Fim da AVALE

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
João Torres apresenta candidatura
Zangam-se as comadres...
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Prioridade à Regionalização
1. Não sou fã do Red Bull e nunca assisti a este espectáculo. Seja como for, não me deixa de incomodar a incapacidade que o Grande Porto revelou de assegurar que esta prova aqui se mantivesse. Esta é apenas mais uma ilustração da falta de poder económico e político da Região Norte.3. Esse desequilíbrio tem outras razões, mas ele decorre sobretudo do monstro centralista e do fosso entre a capacidade política instalada nas diferentes Regiões do país e, designadamente, o que se verifica entre aquelas que são as suas duas principais cidades e entre as regiões de que são as capitais geográficas.
4. O adiamento sistemático da Regionalização e a sua derrota em referendo continuam a ter um custo político e económico para o país verdadeiramente insustentável.
5. A vitória política da Regionalização vai entretanto impor um esforço de consensualização entre as forças partidárias portuguesas, que vai ter que envolver também o PSD. É bom considerar que esta Reforma dificilmente passará sem contar com o apoio dos dois principais partidos do espectro partidário português.
Mais um voo para o enfraquecimento do país...
A passagem da Red Bull Air Race para Lisboa é a última ilustração deste país canalizado para a capital; um país que, dia para dia, está a enfraquecer os elos de uma cadeia que devia ser robusta e forte, para dessa mesma forma termos um conjunto forte. O país tem que ser visto como uma corrente, onde todos os elos contribuem para a força final total. Quando a corrente enfraquece a solução não é o de aumentar a força do elo mais forte, mas sim direccionar a atenção para o elo mais fraco. A frase é célebre e ilustra bem esta problemática: “a força de uma corrente é a força do seu elo mais fraco”. Portugal está a cometer o erro da sustentabilidade da corrente, ao não saber criar condições para que o país se desenvolva de uma forma harmoniosa.
Sou regionalista convicto. Acho que este é mais um exemplo que vem demonstrar a necessidade de Portugal reflectir profundamente sobre a necessidade de se regionalizar. Só assim poderemos inverter esta problemática da “canalização capitalista” do país. É um debate que urge, mas um debate que tem que ser sério. Um debate que saiba ir ao fundo da questão e que não se limite à criação de mais uma estrutura administrativa. Um debate que seja uma realidade na necessidade do reforço dos elos mais fracos.
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
PS vence eleições para a Assembleia Metropolitana do Porto
Realizou-se ontem a eleição para a Assembleia Metropolitana do Porto, órgão para o qual são eleitores e elegíveis todos os deputados municipais directamente eleitos da Área Metropolitana do Porto. Os resultados foram os seguintes: PSD- 172 votos e 22 deputados
CDS- 44 votos e 5 deputados
CDU- 18 votos e 2 deputados
BE - 17 votos e 2 deputados
Denúncias e Investigações
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Um brinquedo, um sorriso
Portugal 12.º no combate às alterações climáticas
Numa lista em que o Brasil surge como primeiro país no combate às alterações climáticas, Portugal classifica-se na 12.ª posição. O Índice Global de Combate às Alterações Climáticas é um documento apresentado anualmente pelas organizações não governamentais ligadas ao ambiente e que este ano coloca Portugal três lugares acima do ranking do ano passado.Como forma de demonstrar que nenhum país está a fazer o esforço necessário e efectivo para travar o aquecimento global, não foram atribuídos os 3 primeiros lugares, começando a lista na 4.ª posição.
Comunicado do Presidente da CMM
António Bragança Fernandes, por si e na qualidade de Presidente da Câmara Municipal da Maia, vem, em face das recentes notícias publicadas a propósito de uma diligência judicial, prestar os seguintes esclarecimentos:
01- Está em curso uma investigação judicial que radica numa denúncia anónima apresentada em 2008.
02- No âmbito deste processo foram realizadas buscas domiciliárias aos diversos visados na referida denúncia anónima e no edifício da Câmara Municipal, e não apenas nos domicílios do Presidente da Câmara e do Vice-Presidente da autarquia.
03- Com o fito de esclarecer os factos denunciados anonimamente foram recolhidos diversos documentos e dossiers relacionados com a actividade municipal, e residualmente elementos bancários, que são, aliás, periféricos relativos ao conteúdo da investigação.
04- As buscas decorreram com serenidade e contaram com toda a colaboração dos intervenientes.
05- Nenhum dos visados foi constituído arguido.
Aguarda-se, assim, o decurso das investigações, acreditando que o desenvolvimento do processo e as instituições envolvidas possam, definitivamente, contribuir para o esclarecimento dos factos.
Maia, 13 de Dezembro de 2009.
António Bragança Fernandes
domingo, 13 de Dezembro de 2009
Colóquio sobre desporto na EB 2/3 do Castêlo da Maia
sábado, 12 de Dezembro de 2009
Caso da Maia em capa do JN
sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Construção de obras alvo das buscas
Pode ler o desenvolvimento da notícia AQUI.
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Câmara da Maia alvo de buscas da PJ
Fonte da presidência da câmara explicou que as buscas tiveram por base "processos no âmbito de obras particulares" e que "hoje não foram constituídos arguidos".
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Um primeiro mau sinal
Segundo notícia do jornal britânico Guardian, a Conferência sobre o Clima de Copenhaga pode vir a tornar-se um fracasso. Esta conclusão surge devido a um primeiro rascunho do texto final que parece estar a circular na reunião e que não agrada em nada aos países em desenvolvimento.A problemática chinesa...
Pode ler AQUI.
"Os países ricos falam muito e fazem pouco"
Pode ler a entrevista AQUI.
segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
PS reforça vantagem depois das eleições
A sondagem Expresso/SIC/Renascença/ Eurosondagem (25 Nov-1 Dez, N=1031, Tel.) revela que o PS recolhe 38,5% das intenções de voto (face aos 36,5% das Legislativas) , enquanto o PSD se fica pelos 26,9%(em Setembro teve 29%). O PP, com 12,7% dos votos, sobe e mantém-se como terceira força política. O BE desce ligeiramente para 9,2%. A CDU continua em quinto lugar, com 7,7% dos votos. Relativamente à última sondagem desta empresa, as alterações são insignificantes.COP15

O FUTURO DE TODOS NÓS...
192 países reúnem-se hoje na conferência de Copenhaga para discutir as alterações climáticas e definirem planos de acção com vista à minimização do impacto dos poluentes no clima do Planeta Terra.Nesta conferência está em causa, nada mais, nada menos, que o futuro da nossa humanidade. Uns poderão dizer que esta afirmação é demasiado dura, mas a verdade é que a história já demonstrou, por várias vezes, que se não se conseguir actuar no devido momento e minimizar os impactos negativos as consequências podem ser drásticas.
Os representantes dos 192 países que vão estar presente nesta conferência têm que ser capazes de fazer um exercício de futuro, esquecerem por instantes o interesse das gerações actuais e serem capazes de pensar num Planeta sustentável ao longo prazo. Se assim não for, nós humanos, estaremos a dar um passo para a destruição da nossa própria espécie.
Os ensinamentos de Darwin, naturalista tão falado no decorrer deste ano, têm que estar presentes no consciente de todos aqueles que vão estar, em Copenhaga, a discutir este tema.
Agora que as metas de Quioto estão a chegar ao fim, é importante que os líderes mundiais façam uma análise da sua implicação nesta matéria e das consequências que as mesmas vão ter no futuro.
Nesta conferência que hoje se inicia está em causa o FUTURO DE TODOS NÓS!
sábado, 5 de Dezembro de 2009
SARILHOS, ARTIMANHAS & INSOLVÊNCIA
O Partido Socialista acompanhou com óbvia preocupação os gravíssimos atropelos consecutivos que conduziram à presente situação de insolvência da empresa. Não apoiámos a criação da MACMAI, por a considerarmos mal fundamentada do ponto de vista técnico e desajustada às condições de mercado existentes. Lamentámos a forma como se arrastaram parceiros locais para esta aventura sem futuro. Discordámos das artimanhas jurídicas com que se procurou disfarçar a situação caótica a que a empresa foi conduzida. Deplorámos a forma seguidista como a direita deixou a AMM arrastar-se para deliberações ilegais e sem devida sustentação, como o Tribunal de Contas veio agora judiciosamente chamar a atenção.
Com efeito, o Acórdão do Tribunal de Contas, que recusa o visto indispensável à concretização da “solução” amanhada pela autarquia, ilustra bem os múltiplos erros cometidos. Estamos perante um conjunto de sarilhos e artimanhas que colocam a Maia em maus lençóis e perante problemas que estão ainda longe de resolução, pondo mesmo em risco o bom-nome da autarquia.
A situação a que a CMM conduziu a empresa MACMAI é, com efeito, muito grave e profundamente complexa. Independentemente dos possíveis desenvolvimentos técnico-jurídicos, este caso não pode deixar de merecer, desde já, uma severa apreciação política.
Com efeito, há que sublinhar, desde logo, que todo este processo, desde a criação da MACMAI até à previsível apresentação da empresa à insolvência, revelam uma sistemática falta de fundamentação técnica das decisões e um recorrente recurso a artimanhas jurídicas, que criaram uma situação explosiva, que agora rebenta nas mãos da CMM, com consequências nefastas evidentes para o concelho. É tempo de o executivo maiato considerar que as coisas feitas em “cima dos joelhos”, nestes como noutros casos similares, acabam sempre por prejudicar a vida autárquica.
Por outro lado, há que lamentar o autismo sistemático da direita no poder, que nunca quis dar ouvidos aos alertas que o Partido Socialista foi fazendo ao longo do processo. A direita maiata terá que aprender, um dia, que considerarem-se donos exclusivos da razão, nesta como noutras situações do mesmo tipo, é uma postura que não beneficia ninguém no concelho.
Finalmente, não podemos deixar de lastimar a forma como a maioria permitiu a subalternização da AMM, admitindo que lhe fossem apresentadas decisões da CMM - e não meras propostas, como a lei determina - e que se tivesse aceite deliberar sem que tais propostas se suportassem numa conveniente fundamentação técnica. A Maia só terá a ganhar com o reconhecimento, pela maioria, de que a minimização da Assembleia Municipal, neste como noutros casos, não qualifica as decisões nem valoriza o poder local democrático.
quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Respeito também é bonito...
Haja respeito!
Dudamel, a Orquestra Juvenil S Bolivar e "El sistema": uma lição fantástica!
Já deu para perceber que sou um fã de Dudamel. Para além da paixão e da energia que coloca na direcção musical, ele é um símbolo de "El sistema", um projecto interessantíssimo, lançado há décadas na Venezuela pelo maestro José António Abreu, que reabilita jovens de zonas desfavorecidas através do seu envolvimento activo no mundo da música. Hoje há já uma rede de 250 orquestras infantis e juvenis, tendo no topo a Orquestra Juvenil Simon Bolívar. Dudamel, com 28 anos, foi um dos produtos do "El sistema" e é, actualmente, um dos grandes maestros mundiais.quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
BRINDE (para quem aceitou proposta do post anterior...)
Dudamel em Lisboa
O maestro Gustavo Dudamel, que este ano já se tinha apresentado em Portugal com a Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolivar, regressa hoje à Fundação Calouste Gulbenkian. O jovem maestro venezuelano vai dirigir a nova Orquestra Juvenil Ibero-Americana, que ontem teve o seu concerto de estreia na cimeira de Lisboa.Gustavo Dudamel é já um dos grandes maestros da actualidade, sendo o Director Musical da Orquestra Filarmónica de Los Angeles, funções que acumula com a direcção da Orquestra Sinfónica de Gotemburgo e a direcção principal da Orquestra Sinfónica da Juventude Venezuelana Simón Bolívar.
Taxa de desemprego acima da média da UE
Segundo o Governo as medidas de incentivo à Economia estão a dar resultados positivos, como é o exemplo do crescimento económico, sendo que estes dados irão contribuir de forma positiva, já no próximo ano, para os números do desemprego. No entanto, especialistas avisam que a retracção do mercado de trabalho durará mais alguns meses e que, depois de terminar, o mercado ficará congelado e não deve recuperar os empregos perdidos.
Os partidos da oposição já vieram a terreno pedir mais medidas de fundo o que, na actual conjuntura de minoria parlamentar, faz antever mais problemas para o Governo e para o PS no parlamento.
3 empresas portuguesas entre as 100 maiores
O ‘European Powers of Construction 2009' que apresenta o ranking anual das 100 maiores empresas europeias de construção, baseado nas receitas de construção, e que faz a análise profunda dos desafios futuros decorrentes do actual ambiente económico inclui três empresas portuguesas.A melhor classificada é a Mota-Engil SGPS SA, que subiu 26 lugares face ao ano passado, alcançando a 45.º posição, seguida da Teixeira Duarte Engenharia e Construção SA, no 78.º lugar, e do Grupo Soares da Costa SGPS SA, no 86.º lugar.
segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Obrigado a todos!
Contudo, a homenagem não ficaria completa se aqui não a estendesse a um conjunto de pessoas que trabalharam comigo e que deixaram uma marca de credibilidade e afirmação da JS Maia a qual ainda hoje é marca fundamental desta estrutura. Assim, sem querer diminuir a importância de ninguém, deixem-me que destaque algumas pessoas que me acompanharam ao longo destes anos e que souberam sempre, dentro de uma lógica de pensamento próprio e divergência salutar, convergir em prol das causas que marcam a juventude socialista e de um projecto que conseguiu afirmar uma geração; destaco assim o João Torres, o Pedro Martins, o Vítor Ramalho, o João Santos, a Sílvia Silva, o André Araújo, o Joaquim Martins, o Tiago Marques e o Ricardo Azevedo. Muito deles, e sabem-no bem, hoje grandes amigos!
Um muito obrigado a todos, com a certeza de que no futuro continuaremos a trabalhar em prol das causas que sempre nos uniram.
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
O Aristocrata da Esquerda
Quero assinalar e registar hoje, de forma sussinta, os cinco anos da morte de Fernando Valle. Nascido em Arganil, distrito de Coimbra, em 1900, estudou Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Mergulhado o interior do país na pobreza, em tempos ditatoriais, muitos lembram Fernando Valle em cima do seu burro distribuindo medicamentos gratuitos aos mais pobres. Aos 23 anos, ingressou no Grande Oriente Lusitano. Em 1949, participou na campanha presedencial do General Norton de Matos, e em 1958, esteve ao lado de Humberto Delgado para o mesmo efeito. Foi membro das listas da Oposição Democrática nas eleições de 1969. Acompanhado de António Arnaut, participou em 1973 no Congresso Socialista na Alemanha, como membro da Acção Socialista Portuguesa, que antecedeu a criação e formalização do Partido Socialista. Após o 25 de Abril, foi eleito Presidente Honorário do Partido Socialista e indicado como Governador Civil de Coimbra. Em 2004, foi o primeiro subscritor da Moção apresentada por Manuel Alegre a Secretário-Geral do PS, este mesmo, que em 2005, durante a campanha presidencial, afirmou ser Fernando Valle a sua "maior referência cívica".Este é tempo de sim
Tempo de cada um por si e para si
Carreira ordem unida orelha murcha
Vida vidinha medo miudinho
Tempo de chefe e chefezinho
Este é tempo outra vez de Portugal em inho
Eis senão quando vem Fernando Valle
Com seu cabelo branco e seu sorriso
Traz consigo a velha trilogia
Liberdade (diz ele) E há nos seus olhos
Uma bandeira a conduzir o povo
Igualdade (diz ele) E chegam guerrilheiros
Com suas armas e sua festa
Garrett desembarca no Mindelo
Antero fala nas Conferências do Casino
Tocam sinos
E chegam carbonários
Sonhadores
A Rotunda o Relvas a República
Fraternidade (diz) E aí estamos nós
De novo de mão na mão
Prontos para o combate
E para o não
Ouviremos o Torga
Seremos contra isto para ser por isto
Resistir é possível
Pela esperança lúcida
É possível começar de novo
Porque ainda há Fernando Valle
Algures em Coimbra ou Arganil
Há ainda um velho capitão do povo
Com ele é sempre Portugal
E é sempre Abril.
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
Um Picanço "picado" (zangado)?
2010 mais caro
A Assembleia Municipal da Maia aprovou ontem à noite a taxa a aplicar para a colecta do IMI, bem como o valor de lançamento da derrama.A opção da Câmara Municipal, a qual mereceu o voto contra do Partido Socialista, foi a de fixar estas taxas nos limites máximos. A juntar a este conjunto há ainda a ter em conta a opção da CMM em manter também no limite máximo a fixação da participação variável no IRS para os sujeitos passivos na área geográfica do concelho.
Num momento em que as famílias, as empresas e a economia do concelho e do país atravessam dificuldades, resultantes da crise económica e financeira que atravessamos, não se assistiu, por parte da CMM, a um esforço para minimizar algumas destas taxas. O executivo da CMM foi irredutível nestas opções, não tendo sequer demonstrado abertura para tentar um acordo de sustentabilidade com a oposição, que visasse uma diminuição responsável de pelo menos parte destas taxas.
A agravar esta situação está ainda o novo regulamento de liquidação e cobrança de taxas e outras receitas municipais que virá aumentar, em algumas situações, os encargos mensais para os maiatos e respectivas famílias. Como exemplo fica o aumento da prática de algumas actividades desportivas e de lazer. Apesar deste novo regulamento decorrer da aplicação da nova lei das taxas autárquicas, o mesmo reflecte, em alguns dos valores a pagar, problemas estruturais e de gestão da CMM. O Partido Socialista não deu, em sede de Assembleia Municipal, o voto favorável a este novo regulamento uma vez que o Presidente da CMM disse desconhecer qual o impacto que esta nova tabela de taxas teria no orçamento do município (minimamente estranho!).
Em rescaldo fica a nota de um ano de 2010 mais caro para os maiatos.
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Turismo de Portugal ganha prémio
Ausente do MAIActual durante uns tempos, por motivos profissionais e de férias, regresso com a divulgação de que afinal os nossos organismos oficiais são reconhecidos como os melhores na Europa, nomeadamente no mercado tão exigente como é o escandinavo.A equipa de turismo nacional ganhou às congéneres da Alemanha e da Irlanda, também nomeadas para esta categoria. O prémio resulta, essencialmente, do trabalho de promoção que o Turismo de Portugal tem desenvolvido no mercado escandinavo, considerado como uma das apostas estratégicas para a promoção externa.
Os vencedores dos Danish Travel Awards são escolhidos através da votação on-line junto de 4.000 consumidores dinamarqueses e 1.600 profissionais do sector. Os dados são avaliados por uma consultora independente. Na categoria de Melhor Organismo Oficial a consultora efectua avaliações anónimas ao nível do serviço e da qualidade das informações prestadas pela representação internacional do Turismo de Portugal na Dinamarca.
A Dinamarca representou 103,9 mil hóspedes, 476 mil dormidas e 84,7 milhões de euros de receitas em 2008 para Portugal. De 2007 para 2008 as receitas cresceram 7 por cento. A Madeira e os Açores são as principais regiões de destino, com uma quota conjunta de 53,3 por cento em 2008.
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
E Bibó PORT(O)UGAL!
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Mais um esfregar de mãos deprimente
Quase que se pode vislumbrar o sorriso a surgir nos lábios de um porta-voz do PSD. Os números que representam tristeza e desespero para milhares de portugueses são, para alguns, uma boa nova que pode ser usada no combate ao governo socialista.
Os números são extremamente preocupantes, é absolutamente inegável, mas todos sabiam que a recuperação económica não seria seguida, de imediato, pela diminuição dos níveis de desemprego. Qualquer economista sabe isso. O mesmo foi referido por diversas vezes no início da crise mundial.
Infelizmente, a recuperação dos níveis de empregabilidade vai demorar mais algum tempo. Portugal já não se encontra em recessão e o crescimento é uma realidade, mas a desejável diminuição dos números do desemprego não será imediata.
Culpar as políticas governamentais pelos números do desemprego é uma táctica que até pode ser aceitável quando empregue por uma central sindical ou por um partido mais à esquerda, mas vindo do PSD é algo estranho. Um partido cuja ideologia (se é que o PSD tem ideologia) defende um Estado menos interventivo não poderá, à partida, pedir a intervenção desse mesmo Estado para a diminuição do desemprego. Tal seria uma intromissão no funcionamento normal do mercado.
É curioso ver como os liberais económicos correm a pedir a intervenção do mesmo Estado que sempre desdenharam quando o mercado "dá para o torto".
As políticas governamentais auxiliaram a parar a contracção da economia, verificando-se mesmo que, neste momento, existe um crescimento positivo. Logo as políticas resultaram, apesar do PSD defender uma menor intervenção do Estado na economia.
Neste momento, o que se espera é que a economia mundial recupere, em especial economias como a espanhola, de modo a que o nosso próprio crescimento seja sustentável a longo prazo. Só desta forma se poderá diminuir os números deste flagelo que é o desemprego.
Quando tudo à nossa volta está a arder, não é de esperar que, por algum milagre, consigamos escapar ilesos. Vivemos numa economia aberta e frágil. Quando as economias que nos rodeiam passam por momentos terríveis, não há governo ou santo milagreiro que nos consiga salvar dos seus efeitos. É triste, mas é um facto.




